Entidades e direção da Cedae selam ao documento que norteará os rumos da categoria
O dia 12 de julho de 2012 vai entrar para a história dos cedaeanos e cedaeanas como um dia de vitória. Finalmente após os trâmites de avaliação e conferência, o texto final do ACT 2012/14 foi assinado pelos sindicatos e a presidência da Cedae. O acordo é considerado pelas entidades uma conquista para a categoria, como explicado pela Comissão de Negociação do Sintsama-RJ:
- Invertemos a tendência da Cedae de propor demissão, que causaria a dispensa de cerca de 800 trabalhadores e obrigamos a empresa a acatar a proposta de reconhecer pela primeira vez o PCCS atual para resolver os problemas de desvio de função e enquadramento. Antes havia uma falsa alegação de que o plano era inconstitucional, que não tinha fundamento. Mas agora com este avanço conseguiremos implantar a isonomia na empresa e unificar todos os contratos.

A direção da Cedae através do seu presidente revela que embora discordasse de diversas cláusulas, as aceitou conforme definido pelos sindicatos. “Compreendo que ainda tenha muitas coisas para ajustar e nós vamos cumprir tudo o que está aqui e aos poucos vamos melhorando”, declara o presidente da empresa que repetidas vezes disse que as negociações foram um “caminho da maturidade” entre os defensores da categoria e a direção da Cedae. Ou seja, ele se compromete a continuar a negociar melhorias para os trabalhadores e os sindicatos vão cobrar e estar atentas ao cumprimento desta promessa.
Dentre as diversas cláusulas apresentadas duas são fundamentais para os trabalhadores e devem continuar a ser buscadas, que são a reestruturação da empresa e o fim da terceirização. Mas, mesmo que a empresa tenha se negado a acordar a reestruturação com as entidades, continuaremos insistindo na tese. Porque este é o instrumento que permitirá estabelecer um plano de metas, onde esteja assegurado a questão da produtividade (hoje elevada) e a PR na Cia. (Participação nos Resultados).
Sobre as terceirizações a postura da direção da empresa é de ignorar o que e acontece no país a cerca de investigações no Congresso Nacional em uma CPMI. Onde se investiga relações entre entes públicos e uma empreiteira, que também mantém contratos com a Cedae. Vagner Victer declara que não vê “problema algum da Delta estar na empresa”.
O próximo passo agora é estar todos atentos ao cumprimento do ACT com atenção especial à cláusula do PCCS, que é o uma das grandes conquistas obtidas após 13 rodadas de reuniões com a diretoria da Cedae. Esta que se comprometeu a executá-lo conforme reivindicado pelas entidades sindicais.
A luta continua!
Fotografia: Luis Winter



