24/08/2020

BNDES não confirma concessão da Cedae em 2020
Sintsama-RJ já apontou erros no projeto. Água não é mercadoria! Água é vida! Não à privatização da Cedae ‼️

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, disse que o projeto de concessão da Cedae deve ficar mesmo para 2021. A informação foi ao vivo, em transmissão do jornal Valor Econômico.

Nas três audiências públicas virtuais realizadas, o Sintsama-RJ apontou diversos erros no modelo de concessão, com questionamentos que seguem sem respostas. Nem mesmo na audiência que aconteceu na Alerj as informações solicitadas foram apresentadas. 

Já está claro que a privatização da companhia não resolve o problema dos necessários investimentos para melhorar a qualidade do serviço prestado para a população do Rio de Janeiro. Nas regiões em que houve a privatização, o serviço piorou e as tarifas encareceram.  Nesse projeto do BNDES, os municípios sequer foram visitados, os responsáveis não conhecem a realidade de cada cidade ou região. Também não houve autorização da maioria das câmaras de vereadores, menos de 50% aderiu. Isso mostra que os municípios não querem a privatização.

 

A Prefeitura do Rio e de São Gonçalo são contra o projeto. Os dois municípios representam cerca de 60% da população da Região Metropolitana. Há inclusive ação judicial da cidade do Rio para suspender o processo. Qualquer mudança no gerenciamento da água e do esgoto no Estado precisa ter a participação dos municípios. Na cidade do Rio, que garante 77% de arrecadação, querem desmembrar em quatro regiões. 
 
Pelo projeto, o preço do metro cúbico de água seria de R$ 1,40. Porém não é dito como foi calculado esse valor, pois isso faria com que a empresa se tornasse deficitária.

 

A Cedae é uma empresa de excelência, como atestou a revista Exame em 2018. Em 2019, deu lucro de mais de um bilhão de reais, fez investimentos de mais de 3 bilhões durante as Olimpíadas e no Pan-Americano, além da Baixada Fluminense.  Como engenheiro civil da Cedae conheço bem a necessidade de se fortalecer a empresa para que ela possa prestar o serviço que a população precisa, com água chegando às torneiras e cobertura de 100% do esgoto. Esse é o nosso desafio, mas que uma empresa privada, que olha apenas para o lucro, nunca conseguiria fazer.

 

O Sintsama-RJ segue denunciando esse crime contra o povo do Rio de Janeiro, que é a privatização da Cedae. Não é possível manter a proposta de venda da companhia em um momento de incertezas para o nosso Estado, que segue em uma situação de calamidade pública por conta da pandemia e com a ameaça de impeachment do governador Wilson Witzel, com sérias denúncias de corrupção em seu governo.

 

Nosso Sindicato tem feito uma grande campanha através de rádio, outdoor, busdoor, panfletagem virtual e de todas as formas possíveis para alertar a população dos riscos da venda da Cedae.  Também continuamos conversando com os deputados estaduais para que barrem qualquer tentativa de entrega da companhia. Nossa luta é por uma Cedae forte, pública, estatal e indivisível.

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