A diretoria do SINTSAMA-RJ compareceu em peso na Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de São João de Meriti para discutir os problemas do abastecimento de água na região. Eles aproveitaram a ocasião para discutir com a população e os parlamentares da região a proposta dos trabalhadores da CEDAE para solução do problema de falta d’agua na baixada fluminense.
O presidente do SINTSAMA-RJ, Humberto Lemos, em sua fala na audiência, mostrou que a falta d’agua na região é fabricada porque a empresa faz o abastecimento ser prejudicado para justificar a privatização. “Nós que trabalhamos na empresa sabemos que o problema pode ser resolvido através de investimentos públicos, sem que a população tenha que pagar mais caro pela água. É isso que as empreiteiras querem, explorar a água na região e vender a preço de ouro,” explica o presidente.
Segundo o dirigente, uma comissão de trabalhadores elaborou um projeto capaz de resolver a questão da falta d’agua na baixada fluminense construindo uma terceira linha de abastecimento em Ribeirão das Lages. O valor do investimento é cerca de R$ 500 milhões, mas que beneficiaria mais de 3 milhões de pessoas, que são afetadas diretamente pelo problema crônico de falta de energia. O dinheiro investido também retornaria para o governo através da economia em energia elétrica. “O projeto faz o abastecimento por gravidade, retornando o investimento para os cofres públicos em 8 anos,” comenta.
Para Paulinho da Rocinha, diretor da CTB-RJ, existem recursos disponíveis no Governo Federal, Estadual e nas Prefeituras para realizar uma obra sem privatizar um setor que é estratégico para a população. “A água não pode ser objeto da cobiça dos altos lucros de empresas que não tem compromisso nenhum com a qualidade de vida da população. As diversas tentativas de privatizar a água no mundo criam graves problemas sociais, pois criam barreiras intransponíveis para a população mais carentes,” protesta o dirigente.
Márcio Marques, diretor do SINTSAMA-RJ, a luta por manter o controle estatal da água é dura e a população precisa tomar consciência dessa situação, uma vez que estamos enfrentando grandes multinacionais que querem transformar a água em mercadoria. “Nosso sindicato está trabalhando em duas frentes para combater a sede de lucro dessas empresas. Criamos o Movimento em Defesa da Água e pela soberania nacional, agora, o Projeto Água para Todos da baixada fluminense. Estamos enfrentando o problema político, que é o entulho neoliberal que ainda ronda, apresentando soluções concretas que melhoram a vida da nossa gente”, conclui.
























