14/01/2020

Sintsama-RJ cobra da Cedae mais transparência em relação à qualidade da água

A qualidade da água no Rio de Janeiro vem causando apreensão na população. Em alguns lugares as pessoas continuam recebendo uma água com cheiro de barro. Para o Sintsama-RJ, a situação é fruto do desmonte que a companhia vem passando. O Sindicato cobra uma ação mais transparente para que a população fique mais tranquila.

 

O procedimento mais adequado e democrático com relação a essa questão da água seria a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre a Cedae, que verificasse a fundo o que acontece na empresa, que tem passado por um desmonte nos últimos anos.

 

A Cedae realizou um PDV (Programa de Demissão Voluntária) que retirou dos quadros da companhia mais de 1.000 trabalhadores com conhecimentos acumulados por anos e anos de trabalho, sem que houvesse concurso publico para substituí-los.

 

A empresa tem promovido demissões e perseguições a trabalhadores e dirigentes sindicais, sucateando a empresa visando uma possível privatização dos serviços. Em 2019, demitiu 54 engenheiros experientes da empresa, sem qualquer análise de impacto.

 

Se a água continua com cor, odor e sabor diferente, como pode ser considerada potável? Se a toxina microcistina foi pesquisada naquela água, qual foi o resultado?

 

Até quando as águas dos rios Paraíba do Sul e Guandu serão tratáveis, já que na região metropolitana duas ETAs (Estação de Tratamento de Água) já se tornaram inoperantes (ETAs de Santos Malheiros e de Caxias) pela falta de condições de tratar das águas de seus mananciais?

 

O sucateamento da Cedae visa a privatização da empresa. O governador Witzel já disse que pretende vender a empresa para fazer caixa para o Estado, mesmo ela sendo lucrativa e rendendo dividendos para o Rio de Janeiro. Enquanto isso, no mundo, as concessões para a iniciativa privada estão sendo revertidas, voltando a ser estatais.

 

A solução para a Cedae continua sendo a realização de concurso público, com aquisição de novos quadros técnicos, e mais investimentos para levar água de qualidade e saneamento básico para toda a população do Rio de Janeiro.

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